No ano de 1987 mais de cem mil pessoas reuniram-se em Paris para prestar homenagem às vítimas da pobreza extrema, violência e da fome, na mesma cidade que sediou a Declaração Universal dos Direitos Humanos em 1948.
A pobreza é uma violação de direitos e que demanda esforços governamentais e interesses políticos para erradicação.
Erradicação está em contraponto à ajuda aos mais pobres, mas alinha-se à defesa de vida digna para todas as pessoas.
“Mais de um bilhão de pessoas são privadas de necessidades básicas como alimentação, água, assistência médica e educação. Outros bilhões não têm saneamento básico e acesso à energia, empregos, moradia e redes de proteção social.
Enquanto isso, os conflitos, a crise climática, a discriminação e a exclusão – especialmente contra mulheres e meninas – estão aprofundando a angústia.”
Nesta data em que refletimos sobre as expressões da perpetuação da pobreza, sobretudo enquanto milhares de pessoas vivem submetidas a esta forma de violação, é preciso considerar a dimensão negligenciada da pobreza: “o maltrato social e institucional enfrentado por pessoas que vivem na pobreza, agravado por conflitos e falta de paz. Seja por meio de atitudes negativas, estigma, discriminação ou pela violência estrutural presente nas instituições, isso representa uma negação dos direitos humanos fundamentais. Desde o acesso desigual à educação, saúde, proteção social, empregos ou identidade legal, as políticas preconceituosas que excluem os que vivem na pobreza perpetuam ainda mais os ciclos de desigualdade e exclusão.”
Combater a pobreza também perpassa o enfrentamento a todas as formas de exclusão, quando a população busca por acesso aos serviços públicos, como estratégia de superação à fome.
Quase 700 milhões de pessoas sobrevivem sem alimentação digna, e deste número, cerca de 455 milhões de pessoas multidimensionalmente pobres vivem em países que experimentam conflitos, fragilidade ou baixa pacificidade.”
Erradicar a pobreza é o maior desafio global e isto nos conclama a agir coletivamente na luta por sociedades justas, pacíficas e inclusivas. Romper com ciclos de violações é inerente quando a defesa for a vida e a liberdade, pois nenhum ser humano deveria viver com impeditivos.
Como nos disse o ilustre Betinho: “Quem tem fome, tem pressa”.
Luciane Dias
Assistente Social
Referências Bibliográficas
https://brasil.un.org/pt-br/sdgs/1
https://www.mercosur.int/pt-br/dia-internacional-para-a-erradicacao-da-pobreza/#