“A data marca uma série de manifestações que ocorreram em 19 de agosto de 1983, após lésbicas serem proibidas de vender um jornal com pautas que remetiam à comunidade feminista e lésbica, no então conhecido “Ferro’s Bar”, local frequentado na época majoritariamente pela comunidade LGBTQIAPN+. Esse conjunto de manifestações foi a primeira grande ação de mulheres lésbicas no Brasil e resultou na difusão das questões enfrentadas por elas na sociedade.”
A data demarca a necessidade de dar visibilidade para uma parte da população que o Estado insiste em invisibilizar e, este mesmo Estado imputa a heteronormatividade como padrão.
Dia 29 de agosto reflete as violências que estão em curso, no intento de apagar quaisquer mulheres que ousarem a liberdade.
Corpos lésbicos constituem-se em intersecções de gênero, expressão de gênero, orientação sexual, classe, raça, etnia, geração, deficiência, dentre muitas outras possibilidades que um olhar interseccional possibilita. Todos os corpos importam!
O SUAS não coaduna com ações de preconceitos, atuando diretamente no enfrentamento a todas as investidas capitalistas de cerceamento da liberdade. Espaços sócio-ocupacionais devem compor a luta por reflexões que garantam protagonismo e debate para temas interseccionais.
A data é de luta, luta por igualdade e visibilidade, sempre com o ideal de orgulho por ser quem se é! Destaca ainda a urgência de resistir e reafirmar a existência de pessoas lésbicas. E para coibir o preconceito e os crimes relacionados à lesbofobia, é necessário denunciar.
Parafraseando Christie Wingler: “Não é preciso ser gay, lésbica ou bi para ser contra a homofobia. Basta ter um cérebro e uma boa dose de bom senso.”
Disque Direitos Humanos, Disque 100!
Luciane Dias
Assistente Social
Referências Bibliográficas: